AUGUSTINE

AUGUSTINE

História Curta da Augustine Strings A história da Augustine Strings é, na verdade, um capítulo essencial da própria história do violão clássico no século XX. Tudo começa com Albert Augustine, um imigrante holandês apaixonado pelo instrumento e ativo na cena musical de Nova York. Nos anos 1940, encontrar boas cordas era um desafio: as cordas de tripa eram inconsistentes, frágeis e escassas devido ao uso médico durante a guerra. Nesse cenário surge o encontro decisivo: Vladimir Bobri, editor da Guitar Review, apresenta Albert ao lendário violonista Andrés Segovia, que sofria com a baixa qualidade das cordas disponíveis. Albert, sempre curioso, vinha experimentando um novo material criado pela DuPont — o nylon, que a empresa não considerava útil para instrumentos musicais. Albert começou a lixar, moldar e aperfeiçoar manualmente o nylon em seu porão, criando as primeiras cordas primas sintéticas. Em diálogo constante com Segovia, ele também desenvolveu as cordas graves, testando enrolamentos de vários metais até chegar à prata, que produzia o som mais “nobre”. O resultado? As novas cordas de nylon estrearam nos concertos de Segovia e rapidamente causaram sensação. Violonistas do mundo inteiro — de Olga Coelho aos irmãos Abreu, até um jovem Julian Bream — passaram a tocar com as Augustine Strings, consolidando a marca como pioneira e referência mundial. Após a morte de Albert em 1967, sua esposa Rose Augustine, professora de química e entusiasta da comunidade violonística, assumiu a empresa. Ela preservou o legado do marido e apoiou gerações de músicos, mantendo viva a missão que guia a Augustine até hoje: servir a comunidade global do violão com excelência e paixão.

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